Contatos

(11) 9.7591-5884

E-mail

isso@institutosaudesolidaria.org.br

Endereço

São Paulo / SP

Diga não a automedicação

A Automedicação

Os analgésicos, os antitérmicos e os anti-inflamatórios representam as classes de medicamentos que mais intoxicam.

O que é a automedicação?

A automedicação se define pelo uso indiscriminado de remédios, sem a prescrição de um profissional da saúde.

Geralmente, a medicação é indicada por algum amigo ou familiar, que tenha se dado bem com ela. Ou, ainda, a própria pessoa que toma a iniciativa de testar um remédio para o alívio rápido de algum desconforto.

 

Quais os perigos de automedicação?

Reações alérgicas de moderadas a graves inclusive cheque anafilático;
pode agravar uma doença, escondendo sintomas;
no caso de antibióticos o uso abusivo pode facilitar a resistência de microrganismos dificultando o tratamento tornando-se cada vez mais necessário o uso de medicamentos mais fortes e tóxicos a saúde.

O uso incorreto de certos remédios como anti-inflamatórios e antibióticos, principalmente em doses elevadas, pode gerar disfunções como hemorragia digestiva e sangramentos diversos, insuficiência renal e hepatite medicamentosa.

 

Qual é a diferença entre a automedicação e o uso indiscriminado de medicamentos?

A automedicação é determinada pelo uso de remédios escolhidos pelo próprio paciente ou por indicações recebidas de pessoas não habilitadas, por exemplo, amigos e familiares. Ocorre quando os remédios são usados por conta própria e sem a avaliação de um profissional de saúde. Essa prática pode levar ao agravamento da doença, já que a utilização inadequada pode esconder determinados sintomas e fazer com que a doença evolua para uma forma mais grave. Já o uso indiscriminado de medicamentos está relacionado ao consumo excessivo e constante destes produtos, a medicalização. É uma forma de encontrar a cura para doenças e promover o bem-estar usando exclusivamente medicamentos.

 

Quais são os medicamentos mais utilizados pelas pessoas sem o devido acompanhamento profissional?

ESJ - Analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios ainda são vendidos nas farmácias sem a necessidade de apresentação da receita médica. Geralmente, as pessoas buscam o alívio rápido para um incômodo que consideram ser apenas momentâneo. Neste caso, a compra de medicamentos sem receita médica apresenta-se como o caminho mais fácil para o alívio dos incômodos.

 

Analgésicos e relaxantes musculares são medicamentos muito utilizados na forma de automedicação.

O uso indiscriminado pode levar a uma série de efeitos adversos.

Por isso, devem ser usados preferencialmente sob orientação médica. As consequências do uso abusivo variam de acordo com a classe do medicamento. Doses excessivas de paracetamol podem levar a lesão do fígado potencialmente fatal. Lesão do rim e coma por hipoglicemia também podem ocorrer, especialmente em uma única ingestão de altas doses. A superdosagem de dipirona pode causar náuseas, vômitos, dor abdominal e insuficiência renal.

O uso exagerado de salicilatos, como o ácido acetilsalicílico (AAS), pode ocasionar náuseas, vômitos, dor de cabeça, tontura, zumbido, alterações de audição e visão, sudorese, sede, hiperventilação e diarreia.

Outros anti-inflamatórios, como ibuprofeno e diclofenaco, costumam causar dor abdominal e náuseas, podendo levar à formação de úlcera gástrica, além de alterações renais, como retenção de sais e água e i insuficiência renal, neurológicas, como dor de cabeça, vertigem e tontura, e hematológicas, como sangramentos.

Os relaxantes musculares, como a ciclobenzaprina, o Carisoprodol e a Orfenadrina, tem como efeito adverso mais importante as alterações neurológicas, que incluem confusão mental, alterações de concentração, agitação e até mesmo torpor e coma. Secura da boca, alterações visuais e anormalidades do batimento cardíaco também são consequências do uso indevido dessas medicações.

 

Quais são os riscos e as consequências da automedicação e do uso indiscriminado de medicamentos?

Eles podem causar algum outro problema à saúde? Tomar remédio para o alívio da dor sem investigar a causa é um perigo. A dor é um alarme do corpo para um problema. É preciso saber qual a causa. Neste sentido, o uso de um medicamento por conta própria pode mascarar uma doença ou um problema mais grave. Ingerir medicamentos sem o conhecimento de um médico e/ou orientação de um farmacêutico causa diversas implicações. A combinação errada de algumas substâncias pode ter efeitos potencializados ou até mesmo anulados quando administrados com outras medicações, determinados tipos alimentos e bebidas alcoólicas.

 

É correta a venda de remédios pela internet? Apresenta riscos?

ESJ - A venda de medicamentos só é possível desde que exista uma farmácia real, física, com um telefone de contato para a orientação do paciente pelo farmacêutico. O comércio eletrônico de medicamento na Internet vem chamando atenção devido aos riscos gerados. Dentre alguns problemas, pode-se destacar a compra de medicamentos de origem desconhecida, falsificados ou adulterados, de origem estrangeira sem registro da ANVISA, com concentração inadequada ou contaminada, infringindo a Lei 9.677/98, sem registro na Anvisa, com validade vencida, desrespeitando a Lei 6.437/77 e a falta de garantia na estabilidade físico-química e microbiológica do medicamento durante o transporte dele até o consumidor.

 

Muitas pessoas procuram informações para a cura de algum sintoma na internet. Quais são os riscos dessa prática?

ESJ - Essas informações podem levar à automedicação, a erros de diagnósticos, à escolha inadequada de uma terapia, podendo retardar o reconhecimento de uma doença, com a possibilidade de agravá-la. Sintomas iguais podem ter causas diferentes e são indicativos de problemas de saúde. Dessa forma, antes da prescrição, a consulta médica, o exame clínico e a realização de exames complementares são fundamentais.

 

Nas farmácias, quando o consumidor deve procurar o farmacêutico?

Os estabelecimentos são obrigados a manter um profissional para orientá-lo? As farmácias e as drogarias devem ter, obrigatoriamente, a assistência de farmacêutico responsável técnico ou de seu substituto, durante todo o horário de funcionamento do estabelecimento, nos termos da legislação vigente.

O que o consumidor deve observar na farmácia antes de comprar seu medicamento? Se a farmácia não estiver de acordo com as normas sanitárias, como o consumidor pode fazer a denúncia para a autoridade sanitária?

De acordo com a Anvisa, o estabelecimento deve manter a Licença ou Alvará Sanitário e a Certidão de Regularidade Técnica afixados em local visível ao público. Se a farmácia não tiver de acordo com essas determinações, o consumidor pode procurar a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal,bem como órgão de Ouvidoria da SES e denunciar o estabelecimento.

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/premio_medica/pdfs/trabalhos/mencoes/januaria_ramos_trabalho_completo.pdf